
terça-feira, 14 de dezembro de 2010
domingo, 25 de abril de 2010
Aprenda como jogar bem xadrez!
Reproduzo aqui entrevista feita por Luiz Roberto Guimarães da Costa Júnior.O grande mestre russo Alexei Suetin esteve, recentemente, na USP para dar uma palestra e em seguida uma simultânea. Na palestra, Suetin, autor de livros como “Manual para jugadores avanzados” e “El laboratório del ajedrecista”, apresentou seu novo livro “Schach Training”, em alemão, ainda sem tradução para inglês ou espanhol.
O GM Suetin, que além do russo fala muito bem o alemão e entende um pouco de espanhol, esteve acompanhado por um tradutor simultâneo durante a palestra. Suetin disse que nasceu numa aldeia chamada Tula onde não havia treinadores de xadrez e teve que se desenvolver por experiência própria, antes de entrar no Palácio dos Pioneiros, em 1939, com 12 anos. Entretanto, com advento da segunda guerra mundial e, quando Hitler invadiu a antiga URSS, parou por 4 anos só voltando a dedicar-se em 1947 com 20 anos e já formado.
Na palestra, Suetin colocou que o xadrez requer um trabalho regular e muita prática. Mas só prática não resolve. É preciso aliar a prática com estudos caseiros, devendo-se jogar com jogadores mais fortes para progredir. Quando se disputa um torneio, devemos anotar as partidas e depois analisá-las, principalmente as que foram perdidas. Devemos evitar a tendência natural para analisar apenas as que ganhamos. Precisamos de atenção, necessária para ser um bom jogador e evitar erros grosseiros. Como o próprio Suetin colocou: “não adianta ter 40 boas jogadas se uma ruim perde”.
Para ser um bom jogador devemos ter atenção, paciência, caráter e domínio de si próprio. Sentar com “sede de ganhar”. Em comum os campeões mundiais tem essa “sede de ganhar” além da coincidência de terem tido infâncias difíceis (separação dos pais ou perda deles muito cedo, estimulando uma maturidade precoce). Para progredir devemos jogar de 40 a 50 partidas sérias por ano. Uma vez por semana jogar “blitz” (Relâmpago) e mais cerca de 100 partidas de active chess por ano (30’). Deve-se estudar uma ou duas vezes por semana, duas ou três horas cada vez.
Entretanto, devemos fazer um esforço concentrado, caso não tenhamos muito tempo, não bastando ler, mas devendo-se esforçar o cérebro: analisando e comentando as próprias partidas, resolvendo estudos, problemas e estudando aberturas. Sobre aberturas devemos estudar bem uma ou duas aberturas de brancas e pretas antes de querer aumentar a variedade. Devemos ter um caderno para anotações com informações sempre completas. Nossa visão do jogo vai mudando com o progresso, por isso devemos manter sempre atualizadas as nossas anotações. Um bom jeito de desenvolver o espírito de luta, a visão e a estimativa de variantes é com a prática.
Colocar uma posição no tabuleiro e analisá-la por meia hora sem mexer as peças. Após analisar, escrever todas as variantes e depois comparar com o que foi escrito em algum livro, progressivamente devemos procurar reduzir o próprio tempo e ao mesmo tempo aumentar o leque de variantes analisadas.Também é proveitoso resolver estudos e problemas.
Para formar uma cultura enxadrística, devemos estudar partidas famosas, concentrando-se num jogador, por exemplo, Capablanca. Depois de dominar bem sua estratégia e seu tipo de jogo, temos uma potencialização maior para poder escolher outro depois. O tempo de estudo deve ser dividido entre aberturas, meio-jogo, finais, resolução de estudos e problemas, para manter a cabeça ativa. Suetin recomenda estudos de finais, pois, raramente se joga bem as finalizações. Karpov é uma exceção, pois estudou muito final, além do tipo de jogo de Capablanca e suas estratégias.
Suetin destacou que um estudo sistemático como esse, durante um ano, faria uma pessoa chegar a mestre internacional! Para atingir isso, temos de desenvolver o pensamento, e ter uma boa memória torna-se importante. O problema no Brasil é a falta de apoio ao xadrez que poderia se desenvolver mais, segundo Suetin. E é importante também ter diretrizes para se desenvolver o xadrez e manter contato com GMs e MIs para progredir.
O GM Suetin disse que dos 300 milhões de habitantes na Rússia cerca de 6 milhões jogam xadrez. Disse que nos EUA uma aula de xadrez é cobrada na base de 20 a 30 dólares, enquanto na Rússia as aulas são oficiais e de graça. Sobre o nível dos jogadores brasileiros, Suetin considerou bom e sobre o Brasil disse que achou um paraíso. É a primeira vez que esteve aqui, antes havia passado apenas de avião como escala para ir a Argentina.
Fonte: Ccx
sexta-feira, 9 de abril de 2010
Tabuleiros de xadrez originais e criativos
Os tabuleiros fazem parte de uma exposição que acontece em Milão no mês de abril.
Fonte: Cybervida
domingo, 14 de março de 2010
OS BENEFÍCIOS DA PRÁTICA DO XADREZ
A prática do xadrez traz inúmeros benefícios para pessoas de todas as idades.Jovens tem melhor desempenho nas atividades estudantis e maior integração social. Vários estudos mostraram que as chances de um jovem que pratica atividades como o xadrez se envolver com drogas, vícios e criminalidade são muito menores.
Adultos que praticam o xadrez tem melhor desempenho em suas atividades profissionais.
Os idosos conservam e desenvolvem uma capacidade mental muito maior à medida em que envelhecem.
Melhoria gigantesca da capacidade de se concentrar em tarefas, aumento da capacidade de efetuar cálculos, segurança na tomada de decisões, senso de responsabilidade, aumento da capacidade de análise das situações, de expor idéias, conclusões e soluções, planejamento, memória, raciocínio, atenção, são apenas alguns dos benefícios que a prática do xadrez proporciona às pessoas.
Assim como aqueles que praticam exercícios físicos experimentam um desenvolvimento de sua musculatura, aqueles que praticam atividades intelectuais como o xadrez passam por um processo de desenvolvimento de suas capacidades cerebrais.
Cientistas já descobriram que o exercício cerebral gera a expansão das redes de neurônios, fazendo com que novas ramificações nervosas se desenvolvam. Esta foi uma descoberta impressionante e de grande importância, que explica porque pessoas que praticam atividades intelecutais podem se tornar proeminentes em suas áreas de atuação.
Pesquisas paralelas demonstraram também que a falta de atividade cerebral pode trazer graves prejuízos. Doenças como o Mal de Alzheimer podem estar associadas à falta de atividade de determinadas áreas do cérebro, fazendo com que as mesmas se atrofiem e levem à doença em idades avançadas. A revista ISTO É, de março de 2001, publicou matéria sobre uma pesquisa realizada pela Academia Nacional de Ciências dos Estados Unidos, em que "pesquisadores mostraram que pessoas com o hábito contínuo de ler, jogar xadrez, fazer palavras cruzadas ou dançar estão duas vezes mais protegidas do Mal de Alheimer do que as pessoas que passam a vida acomodadas".
O xadrez, cuja complexidade exige intenso trabalho mental para analisar a imensa variedade de situações que surgem durante as partidas, emerge então como excelente alternativa para desenvolvimento e manutenção do cérebro humano em boa forma.
"O xadrez é a ginástica da inteligência". Célebre frase do autor Goethe.
Fonte: http://cxpensart.blogspot.com/













