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segunda-feira, 14 de junho de 2010

Coca-cola pode prejudicar o esperma

De acordo com um estudo holandês a contagem de esperma em homens que bebem mais refrigerante de cola é, em média, 30% mais baixa do que em homens que não tomam a bebida.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) alerta que homens com contagem mais baixa de espermatozóides têm risco de ficarem estéreis.

Ainda não se tem certeza sobre qual substância no refrigerante é responsável pelo fenômeno, mas é improvável que seja a cafeína – porque o café não tem o mesmo efeito nos homens. Outras substâncias aliadas a um estilo de vida que não sejam saudáveis podem estar envolvidas.

Segundo pesquisadores, poucos estudos foram feitos relacionando a infertilidade masculina à bebidas com cafeína, então essa foi a razão para que a pesquisa com 2500 homens holandeses fosse feita.

Os resultados mostraram que os caras que não tomavam Coca-cola ou bebidas similares possuíam um esperma de melhor qualidade (50 milhões de espermatozóide por litro de sêmen). Além disso o estilo de vida deles era de melhor qualidade.

Já aqueles que tomavam mais de um litro de coca por dia tinham uma contagem de apenas 35milhões de espermatozóides por litro de sêmen. Eles também comiam menos vegetais e frutas.

Pela qualidade de vida estar relacionada ao consumo de refrigerante, ainda não se sabe, com certeza, se é a dieta do homem ou se a quantidade de bebida de cola que afeta a qualidade do sêmen. Apesar de existir a probabilidade que os dois fatores causem o fenômeno, especialistas acham que a bebida de cola seja o fator menos influente.

Fonte: Reuters

quinta-feira, 29 de abril de 2010

Homem com esperma ‘premium’ vive mais

A qualidade do esperma influencia a longevidade de um homem. Foi isso que um estudo envolvendo 40,000 homens dinamarqueses durante 40 anos atestou.

De acordo com a médica Tina Kold Jensen, que fez parte do estudo, o risco de morte é diminuído caso o sêmen do homem tenha boa qualidade. Apesar disso, é necessário que esses homens façam exames por conta de outras doenças, especialmente o câncer no testítculo.

Segundo Jensen e sua equipe que publicaram o estudo na revista científica American Journal of Epidemiology, a infertilidade masculina tem crescido durante os últimos 50 anos, e uma das causas sugeridas seria o desenvolvimento anormal dos órgãos reprodutivos masculinos no útero materno. Essa “hipótese fetal” também está ligada às doenças como diabetes e ataque cardíaco.

Para provar a hipótese que a qualidade do sêmen pode estar ligada a doenças e morte, pesquisadores procuraram homens vinculados ao Laboratório de Análise de Esperma em Copenhagen e os acompanharam entre 1963 a 2001 – sendo que alguns morreram antes do final da pesquisa.

Os pesquisadores observaram que homens com concentração de esperma superior a 40 milhões por mililitro apresentaram 40% menos chances de falecer durante o estudo, comparados aos que tinham uma concentração igual ou inferior a 10 milhões de espermatozóides por mililitro de sêmen.

A mobilidade do espermatozóide também foi relacionada na pesquisa. Homens com 75% ou mais de esperma normal possuem uma expectativa de vida 54% superior em relação aos que tem menos de 25% de esperma normal.

Na mesma linha de uma pesquisa anterior que mostrava que homens e mulheres férteis vivem mais, os pesquisadores descobriram que homens que são pais vivem mais do àqueles que não têm filhos.

Para Jensen e seus colegas existe a suposição que “uma boa qualidade de esperma pode ser uma biomarca de uma saúde geral associada com uma melhor sobrevivência”.

Fonte: [Reuters]

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